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Porto

29 de junho a 22 de setembro de 2017
ter-sex: 10h - 17h; sáb e dom: 10h - 19h

  

Museu de Arte Contemporânea de Serralves

Rua D. João de Castro, 210 - 4150-417, Porto, Portugal
www.serralves.pt 
T: +351 226156500

Entrada Gratuita

  

Artistas Selecionados

Alicia Barney

1952, CALI, COLÔMBIA. VIVE EM BOGOTÁ, COLÔMBIA

A obra de Alicia Barney levanta questões ligadas à ecologia, promovendo duras críticas ao modelo de desenvolvimento capitalista e sua relação com a natureza. Alguns de seus trabalhos conectam elementos da paisagem aos problemas ambientais, seja através da exibição de água poluída apanhada no rio Cauca, na Colômbia (Río Cauca, 1981-1982), ou do ar coletado em uma zona industrial e exposto em cubos de vidro (Yumbo, 1980). Certa de que aspectos da vida diária se integram à produção artística, Barney desenvolveu também instalações com objetos e materiais recolhidos em seu entorno (Diario objeto I e II, 1977 e 1978-1979, e Un día en la montaña [Um dia na montanha], que integra a série II). Por meio da ideia de artista-xamã, ela destaca o caráter mágico ou ritual de seu vínculo com esses objetos, retomando o gesto de povos indígenas pré-hispânicos. Em Valle de Alicia [Vale de Alicia] (2016), Barney intervém, construindo um instrumento feito de tubos, semelhante a um órgão, para ser tocado aleatoriamente pelo vento. Junto ao instrumento foram instaladas esculturas de cogumelos feitas de papel e resina, sobrepondo uma camada psicodélica àquela paisagem e concatenando a ação do acaso, o estímulo aos sentidos e alterações na percepção do cotidiano.

Bárbara Wagner

1980, BRASÍLIA, BRASIL. VIVE EM RECIFE, PERNAMBUCO, BRASIL

O brega é música, dança, cena cultural e economia criativa na periferia do Recife. Em duas linhagens, funk e romântico, constitui uma cadeia de MCs, DJs, bailarinos, produtores, empresários e público. Seus hits – eróticos, irônicos, lamuriosos e, em alguns casos, ainda machistas – extrapolam os limites socioeconômicos dos bairros e participam da paisagem sonora de uma cidade convulsiva em suas diferenças. A artista Bárbara Wagner, em parceria com Benjamin de Burca, desconstrói esse fenômeno no filme Estás vendo coisas (2016) e o analisa tornando visíveis as singularidades, as errâncias e também algumas relações entre seus agentes. A boate Planeta Show abrigou o experimento de um retrato coletivo e filmado, que, nessa condição, desafia o caráter preciso da fotografia. O resultado não deixa de ser documental, mas é parcialmente ofuscado pela luz artificial de estúdio, camarim, palco e tela, com personagens que encenam a si mesmos.

Carla Filipe

1973, AVEIRO, PORTUGAL. VIVE EM PORTO, PORTUGAL

A obra de Carla Filipe é composta a partir da apropriação de objetos e documentos, ou construída através da relação permeável entre objetos de arte, cultura popular e ativismo. Em sua pesquisa, a artista utiliza-se de materiais e elementos, como bandeiras, cartazes, jornais e artefatos ferroviários, assim como faz intervenções em lugares abandonados ou em desuso. Em Migração, exclusão e resistência(2016), Filipe partiu de uma pesquisa iniciada em 2006, que propunha a construção de hortas e jardins em ambientes urbanos, instaurando o uso coletivo do espaço privado ou a apropriação de espaços públicos destinados a outros fins. Ao articular modos distintos de vida, ela questiona a ideia de propriedade e amplia a noção de sobrevivência. Essa obra nos conta sobre espécies em vias de extinção, vegetais comestíveis pouco conhecidos e sobre plantas que surgem em locais inesperados. Nessa proposta, Filipe cria condições para se pensar sobre forças espontâneas de resistência que funcionam como células autogeridas, e que representam reações aos ditames capitalistas da vida urbana, derivados de iniciativas de caráter hierárquico e privado.

Cecilia Bengolea & Jeremy Deller

1979, BUENOS AIRES, ARGENTINA. VIVE EM PARIS, FRANÇA / 1966, LONDRES, REINO UNIDO. VIVE EM LONDRES

A coreógrafa, dançarina e performer Cecilia Bengolea trabalha em parceria com o artista Jeremy Deller neste projeto que parte de fenômenos da cultura popular contemporânea, sobretudo da música e da dança, para pensar suas relações com a economia, as condições de trabalho e os sistemas políticos. Num complexo emaranhado de influências tradicionais e modernas e alinhados a contextos culturais e políticos específicos, Bengolea e Deller trazem à vista movimentos identitários de resistência e afirmação de gênero, sexualidade e comportamento. A dança popular associada a estilos musicais produziu diversas tendências dentro da cultura urbana das últimas décadas. Assim como o break, o voguing e o twerk, o estilo dancehall de dança e música coloca a linguagem corporal em evidência e mostra uma coreografia peculiar, combativa e, por vezes, sexualizada. É sobre esse gênero, muito popular na Jamaica, que os artistas desenvolveram o vídeo Bombom’s Dream [Sonho de Bombom] (2016).

Gabriel Abrantes

1984, CHAPEL HILL, CAROLINA DO NORTE, EUA. VIVE EM LISBOA, PORTUGAL

Gabriel Abrantes explora a linguagem cinematográfica em sua produção de filmes e vídeos – os roteiriza, dirige, produz e neles ocasionalmente atua. Aborda temas históricos, sociais e políticos ao discutir questões pós-coloniais, de gênero e identidade. Suas obras criam camadas de leituras improváveis ao alterar narrativas tradicionais e tocam o absurdo, o folclore, o humor e a política. Os humores artificiais (2016) foi rodado no Mato Grosso (Canarana e nas aldeias Yawalapiti e Kamayura dentro do Parque Indígena do Xingu) e em São Paulo. Misturando certa estética hollywoodiana com abordagens típicas do registro documental, o filme conta a jornada de um robô programado para ser comediante e que se apaixona por uma indígena. A obra, de natureza insólita, coloca em questão a natureza do humor em diversos grupos indígenas em contraste com o progresso e a inteligência artificial.

Grada Kilomba

1968, LISBOA, PORTUGAL. VIVE EM BERLIM, ALEMANHA

Grada Kilomba é uma escritora, teórica e artista que ativa e produz saber descolonial ao tecer relações entre gênero, raça e classe. Sua obra dispõe de formatos e registros distintos, como publicações, leituras encenadas, performances-palestras, videoinstalações e textos teóricos, criando um espaço híbrido entre conhecimento acadêmico e prática artística. É partindo do gesto duplo de descolonização do pensamento e de performatização do conhecimento que Kilomba salta do texto à performance e dá corpo, voz e imagem a seus escritos. Illusions [Ilusões] (2016) é uma performance que usa a tradição africana de contar histórias em narrações e projeções de vídeo. A leitura evoca os mitos de Narciso e Eco como metáforas de um passado colonial e políticas de representação que só espelham a si mesmas.

Hito Steyerl

1966, MUNIQUE, ALEMANHA. VIVE EM BERLIM, ALEMANHA

Da escrita à produção de filmes e instalações, Hito Steyerl aborda questões sobre arte, filosofia e política. Realiza filmes-ensaios, gênero que reforça uma prática em que textos, conferências e a produção de imagens se situam na fronteira entre a atividade teórica e artística. Steyerl trata da arena de confronto entre arte e política em um mundo superpovoado de imagens. A videoinstalação Hell Yeah We Fuck Die (2016), comissionada para a 32ª Bienal, se assemelha a um módulo de treinamento de parkour – esporte dedicado à superação de obstáculos – e apresenta alguns vídeos sincronizados, cujas imagens foram coletadas de diversas fontes on-line. Neles, robôs são provocados e enxotados de diversas formas em ambientes de teste de qualidade de produto. Baseando-se nas cinco palavras mais populares em títulos de músicas na língua inglesa desta década (inferno, sim, nós, foda e morrer), Steyerl chama atenção para uma espécie de hino do nosso tempo, acompanhado por trilha sonora composta pelo DJ alemão Kassem Mosse a partir dessas palavras. As obras de Steyerl comentam a constante busca por rapidez e eficiência que conduz as práticas contemporâneas e revelam o senso absurdo da realidade, articulado pela tensão criada no confronto entre imagens e textos.

Jonathas de Andrade

1982, MACEIÓ, ALAGOAS, BRASIL. VIVE EM RECIFE, PERNAMBUCO, BRASIL

Jonathas de Andrade trabalha com suportes variados, como instalação, fotografia e filme, em processos de pesquisa que têm profundo caráter colaborativo. Sua obra discute a falência de utopias, ideais e projetos de mundo, sobretudo no contexto latino-americano, especulando sobre sua modernidade tardia. Em seu trabalho, afetos que oscilam entre a nostalgia, o erotismo e a crítica histórica e política são agenciados para abordar temas como o universo do trabalho e do trabalhador, e a identidade do sujeito contemporâneo, quase sempre representado pelo corpo masculino. O filme O peixe (2016), apresentado pela primeira vez na 32ª Bienal, acompanha pescadores pelas marés e pelos manguezais de Alagoas, que utilizam técnicas tradicionais de pesca, como rede e arpão, na espera pelo tempo necessário para capturar a presa. Cada pescador encena uma espécie de ritual: eles retêm os peixes entre seus braços até o momento da morte, uma espécie de abraço entre predador e presa, entre vida e morte, entre o trabalhador e o fruto do trabalho, no qual o olhar – do pescador, do peixe, da câmera e do espectador – desempenha papel crucial. Situada num território híbrido entre documentário e ficção, a obra dialoga com a tradição etnográfica do audiovisual.

Mariana Castillo Deball

1975, CIDADE DO MÉXICO, MÉXICO. VIVE EM BERLIM, ALEMANHA, E NA CIDADE DO MÉXICO

Mariana Castillo Deball trabalha no cruzamento entre campos como arqueologia, literatura e ciências, apropriando-se de metodologias e práticas comuns a estas áreas. Com frequência, atua em parceria com diferentes tipos de profissionais e instituições para o desenvolvimento de suas obras, promovendo convergências de natureza peculiar às artes visuais. Suas instalações, publicações e performances agenciam objetos e narrativas, desfazendo fronteiras categóricas e aproximando ciência e ficção. Para a 32a Bienal, a artista trabalhou em parceria com o Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo e o Geopark Araripe, no Ceará, para construir a instalação Hipótese de uma árvore (2016), que consiste em uma estrutura de bambu em forma de espiral que remete a um esquema de representação evolutiva de espécies. A obra conta com dezenas de frotagens – técnica de transferência amplamente utilizada na paleontologia – feitas pela artista em papel japonês a partir de fósseis e materiais geológicos encontrados em sítios arqueológicos, coleções institucionais e fachadas de edifícios na cidade de São Paulo. Ao justapor em espiral os registros de elementos de diferentes naturezas e épocas, Deball coloca em perspectiva ideias de evolução, extinção e história.

Öyvind Fahlström

1928, SÃO PAULO, BRASIL – 1976, ESTOCOLMO, SUÉCIA

Öyvind Fahlström foi o primeiro a escrever uma defesa da poesia concreta. Seu ponto de partida foi a musique concrète de Pierre Schaeffer, e ele escreveu poemas para serem ouvidos como música e para tornarem a língua sueca mais complexa. Den svåra resan [A jornada difícil] 1954, foi recitada em 1972 por um coro de vozes em 18 partes, e é um exemplo de poesia concreta que toma a linguagem como material e a reduz a suas sílabas. Fahlström inventou a "pintura variável: em 1962 logo após se mudar para Nova York. Estes elementos pintados podiam ser anexados a um painel com ímãs, fios ou inseridos em cortes no painel. Teoricamente, esses elementos poderiam ser arranjados em qualquer configuração. Em 1965, ele expandiu a variabilidade para uma estrutura tridimensional, Sitting... Blocks [Sentando... Blocos], 1965-66. O vocabulário de "caracteres-sinais" criados para esta série se refere, entre outras fontes, ao Batman, o vingador mascarado em luta contra a corrupção em Gotham. Para Fahlström, "caracteres-formas" deveriam defender “algo novo e desconhecido, algo que aciona uma busca trabalhosa por palavras”. Packing the Hard Potatoes (Chile 1: Last Months of the Allende Regime. Words by Plath and Lorca) [Embalando as batatas duras (Chile 1: últimos meses do regime de Allende. Palavras de Plath e Lorca)], 1974, é uma variável situada entre as tradições surrealista e concretista. Seu tributo ao breve governo socialista de Salvador Allende no Chile integra imagens e poesia em formas derivadas de desenhos automáticos.

Priscila Fernandes

1981, COIMBRA, PORTUGAL. VIVE EM ROTERDÃ, HOLANDA

Em sua produção, Priscila Fernandes reflete sobre o impacto dos contextos industrial e pós-industrial na vida dos indivíduos e em sua percepção sensorial. Em vídeos, publicações, desenhos, pinturas, performances e instalações sonoras, ela aborda as disputas sociais que estão no centro de decisões estéticas de diferentes movimentos modernos. Na 32ª Bienal, Fernandes apresenta três imagens fotográficas, um conjunto de mobiliário e um filme, que constituem a instalação GOZOLÂNDIA E OUTROS FUTUROS (2016). Realizadas por meio de um processo de técnica mista, as imagens são resultado da impressão de negativos expostos à luz, e nos quais a artista intervém por meio de pintura, perfurações e riscos. O mobiliário, um conjunto de cadeiras de praia, convida o público a um momento de pausa, embora de forma ambígua, pois, diante das obras, o visitante se encontra entre contemplação e análise, distração e atenção, descanso e trabalho. O filme, realizado inteiramente no Parque Ibirapuera, faz referência ao país da Cocanha, mito medieval sobre a existência de um lugar onde há comida abundante, clima ameno e onde o trabalho é desnecessário. A instalação articula relações entre a estética da abstração e a dicotomia trabalho/ócio, atualizando essa discussão para o contexto de hoje.

Sonia Andrade

1935, RIO DE JANEIRO, BRASIL. VIVE NO RIO DE JANEIRO

om uma produção pioneira em vídeo nos anos 1970, Sonia Andrade agrega em sua trajetória a arte-correio, o desenho, a fotografia e a instalação. Sua obra acontece independentemente das regras do mercado ou do sistema da arte brasileira vigentes naquele período. Seus vídeos experimentais colocam o corpo no centro da ação, construída na relação direta com a televisão como meio. Sem espetacularização, seu corpo entra em confronto com a tela e com o aparelho, ora disposto no centro da imagem, ora introduzido em uma gaiola – uma metáfora para a imagem televisiva como aprisionamento. Andrade participa da 32a Bienal com o trabalho Hydragrammas (1978-1993), um conjunto de cerca de cem objetos e suas respectivas reproduções, construídos com materiais coletados e que organizam o vocabulário de formas da arte e da vida cotidiana. Os objetos derivam de uma espécie de escrita na qual os caracteres são coisas encontradas no mundo, matéria de descarte para a qual a artista dá novo lugar e significado. Formado a partir do neologismo que une o nome de uma escrita e o de um monstro híbrido indomável (a Hidra de Lerna), Hydragrammas é o entrecruzamento de palavras e imagens, um alfabeto imagético.

Vídeo nas Aldeias

CRIADO EM 1986. BASEADO EM OLINDA, PERNAMBUCO, BRASIL

Há três décadas, o Vídeo nas Aldeias tem mobilizado debates centrais aos povos indígenas e à produção e difusão audiovisual. O projeto tem como um de seus objetivos a formação de realizadores indígenas, desestabilizando narrativas forjadas com base no olhar externo. Questões éticas e escolhas estéticas são entrelaçadas em seus projetos, que tratam de assuntos como rituais, mitos, manifestações culturais e políticas, e experiências de contato e de conflito com os brancos. Fundado pelo indigenista Vincent Carelli, Vídeo nas Aldeias capta recursos e circula seus trabalhos, realiza exibições em comunidades indígenas, festivais de cinema, televisão, internet e elabora materiais didáticos. Para a 32ª Bienal, Ana Carvalho, Tita e Vincent Carelli criaram a instalação inédita O Brasil dos índios: um arquivo aberto (2016), que configura um espaço de imersão em imagens, gestos, cantos e línguas de vinte povos distintos, entre eles os Xavante, Guarani Kaiowá, Fulni-ô, Gavião, Krahô, Maxakali, Yanomami e Kayapó. Reunidos por sua força discursiva e imagética, os trechos constituem mais um ponto de resistência coletiva às tentativas de invisibilidade e apagamento de grupos indígenas e provocam uma ampla reflexão sobre alteridade e convenções de perspectivas culturais.

Wlademir Dias-Pino

1927, RIO DE JANEIRO, BRASIL. VIVE NO RIO DE JANEIRO

Wlademir Dias-Pino é artista, poeta, desenhador gráfico, vitrinista. Na década de 1940, fez suas primeiras incursões na poesia, e ao longo das décadas de 1950 e 60 participou da fundação dos movimentos Poema / Processo e Intensivismo. Ao propor uma leitura do mundo a partir das imagens, sua prática desafia a relação entre imagem e linguagem. Outdoors (2015- 2016) é constituído por uma série de placas com abstrações geométricas produzidas a partir de paisagens, entre elementos arquitetônicos e hábitos sociais.

  

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